O acendimento da Chama Crioula, na próxima sexta-feira, dia 15, em Caxias do Sul na 25ª Região Tradicionalista,marcará o início das comemorações dos Festejos Farroupilhas. A cerimônia, que terá apresentação artística em homenagem aos 150 anos da imigração italiana, será realizada nos Pavilhões da Festa da Uva, a partir das 18h30.
Cerca de 1,5 mil cavaleiros foram inscritos, segundo a Vice Presidência de Cavalgadas e a Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul (Orcav), são departamentos do Movimento Tradicionalista Gaúcho que integra a organização. Representando as 30 Regiões Tradicionalistas, eles serão responsáveis por conduzir o fogo a todo o Estado.
“Montar no lombo do cavalo, enfrentar sol, chuva ou vento e levar a centelha da chama é levar mais um pedaço da história e o orgulho do nosso povo até cada CTG e região. É muito mais que um ato: é um compromisso de alma com as raízes que nos sustentam”, explica Airto Timm, diretor da Orcav.

No sábado, dia 16, após a distribuição da centelha a cada uma das regiões — o que deve ocorrer a partir das 8h30 —, os cavaleiros farão um desfile de 10 quilômetros pelas ruas de Caxias do Sul. Já no domingo, 17, partem rumo ao destino. Um dos trajetos mais longos será percorrido pela equipe da 4ª Região Tradicionalista, que levará a Chama até a Fronteira-Oeste.
Serão trinta dias de viagem, com uma equipe de apoio que inclui um caminhão para o transporte dos doze cavalos e ainda dois carros. O aposentado Henrique Neumann, integrante da comitiva, afirma que a cavalgada é um “dever cívico”.
“O sentimento é algo inexplicável. É mais que uma tradição: é um legado que deixamos para filhos e netos, que vão trilhar o mesmo caminho”, declara.

Neste ano, a Orcav intensificou a valorização da Chama Crioula. Em abril, organizou uma cavalgada para conduzir o fogo à inauguração do Cristo Protetor, em Encantado, unindo tradição e religiosidade. Para as próximas semanas, estão sendo preparadas ações que integrarão o símbolo dos Festejos Farroupilhas ao esporte.
“A Chama é o símbolo máximo da tradição gaúcha, pois representa a união, a esperança e a história do nosso povo rio-grandense em suas raízes e tradições”, resume o vice-presidente de Cavalgadas do MTG, Márcio D’ Ávila.

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