Um MTG para todos - 03 de Janeiro de 2018
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EDITORIAL |  

Sempre que inicia um ano novo é da natureza humana projetar melhorias, como se a mu-dança de ciclo trouxesse com ela uma nova brisa, um novo ânimo. A revisão de consciência que aconteceu em dezembro e avaliação de tudo que deu certo e de tudo que pode ser melhor é a matéria-prima para novos sonhos e planos.
Aqui no MTG não é diferente e quando me pego olhando para o nosso Calendário do Ano um pensamento é inevitável: tudo de novo, mais uma vez. Efetivamente, não temos, sempre, superlativas novidades. Fazemos algumas inovações aqui, outras ali, porque também não esta-mos parados no tempo. Mas, de fato, temos a virtude da Continuidade. Alguns de nossos even-tos têm mais de 40 anos. Algumas práticas fazem parte do calendário do MTG desde seus pri-mórdios. 
Mas será mesmo tudo de novo mais uma vez, aquilo que chamamos de “mais do mesmo”? Mas é claro que não. Se assim o fosse, não aguardaríamos com ansiedade cada congresso, cada festa campeira, cada acampamento farroupilha, cada Enart, cada uma das nossas atividades. Se esses eventos vão se perpetuando em nosso calendário, nada mais é do que demonstração de que o que estamos fazendo, do jeito que estamos fazendo, agrada a muitos.
O que nos leva ao questionamento seguinte: e agrada a todos? Certamente, não. Alguns dizem inclusive que isso é impossível. Mas, como presidente do MTG, não posso me isentar do compromisso de trabalhar de forma a agradar o maior número de tradicionalistas, na maior par-te das oportunidades, na maior parte do tempo. 
Quanto mais pessoas estiverem felizes, satisfeitas e acolhidas embaixo desse grande manto que é o MTG, tanto melhor. Cada um com suas particularidades, gostos, maneiras de se dedicar, perspectivas, porque muito embora sejamos todos tradicionalistas, não somos todos iguais. E nesta diversidade crescemos. Se todos pensarem da mesma forma, de onde virão novas ideias, para aprimorar o que estamos fazendo?
Novas ideias, novos protagonistas, tudo isso é muito bom para cada atividade que o MTG desempenha. Pensar diferente não é problema, bastando que cultivemos as virtudes de saber ouvir e também de saber expor. Nesse interim, a propósito, saber escolher o fórum para troca de ideias e debates é inteligente, o que reforça a importância do Congresso e a Convenção Tradi-cionalistas. 
Vamos em 2018 avançar mais um passo na construção de um MTG para todos? 

Nairo Callegaro
Presidente do MTG


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