| De 1983 a
1987, foram diversas tentativas de regulamentar algo, a nível
de MTG, pois não se tinha nada com referência campeira.
Frontelmo Alves Machado, hoje Conselheiro Benemérito do MTG,
que sonhava em “ver o Rio Grande campeiro todo reunido numa
grande festa anual”, em fevereiro de 1987, procurou o Presidente
do MTG, Zeno Dias Chaves e trasmitiu-lhe sua intenção,
apresentando inclusive, um esboço de regulamento.
A iniciativa,
segundo seu idealizador, teria como objetivos: “Unir os gaúchos
campeiros em um evento, nas diversas modalidades, para confraternizar
e apurar seus campeões com representação dentro
e fora do Estado, para competições desta natureza.”
O Presidente
convocou uma reunião, convidando os seguintes companheiros
com conhecimentos gerais de campeira: José Theodoro Bellaguarda
de Menezes, João Francisco Rodrigues de Andrade, Oraci Louzada
Abreu, Wilson Freitas e Cyro Dutra Ferreira. Formada uma comissão,
esta por 3 dias reunidos no MTG, trabalhou na elaboração
de um regulamento. Posteriormente percorreram o Estado recolhendo
detalhes de usos e costumes, com a colaboração de
muitos tradicionalistas e Coordenadores Regionais, a cerca das práticas
campeiras.
Foi marcada
uma Convenção Extraordinária, onde a comissão
formada por Frontelmo Alves Machado, Wilson Freitas e Cyro Dutra
Ferreira, iriam defender a matéria. De 11 a 13 de dezembro
de 1987 foi realizada em Júlio de Castilhos a 26ª Convenção.
No dia 11 foi aprovado o Ante-Projeto com o nome “Festa Crioula
do RGS”, a seguir, modificado para “Festa Campeira do
Rio Grande do Sul – FECARS” e marcada a primeira edição
para março de 1989. |